Assisto como não assistia antes
na vida que aqui escrevi.
Vivia, sendo todo eu.
Hoje sou outro, perdido, observando os relógios chegarem a mais um dia.
Sou e sorrio, pleno num mundo de outros.
Sinto-me outro estrangeiro, carregando a náusea, pintando telas que não são reais para o mundo a que pertencem.
Sou vivo e adormecido.
Sorrindo para uma realidade distante.
Mas feliz, pleno, sem algo que me atinja.
Sem que a realidade me toque.
24/1/2012 Espinho grande
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