Escreve porque queres,
porque ninguém vai ler,
porque os sonhos são o que pensas sem que ninguém veja.
Escreve o que és,
porque ninguém te vai criticar,
porque tu és a soma de todo o teu ser,
sem nada que o contradiga,
porque a vergonha não existe quando te mostras a ti mesmo.
porque ninguém vai ler,
porque os sonhos são o que pensas sem que ninguém veja.
Escreve o que és,
porque ninguém te vai criticar,
porque tu és a soma de todo o teu ser,
sem nada que o contradiga,
porque a vergonha não existe quando te mostras a ti mesmo.
Sentimentos e existir, tudo o que te preocupa e molda na vida que não sabes viver,
pesadelos que te assombram, sonhos que escondes por serem irreais, ilusões que
crias com medo de desilusões, paixões e ambições tais que ao céu te
transportam.
Escreve-as, para ti, para o mundo, sem aspirar ao nobel ou
ao mais pequeno elogio de quem não buscas.
A vida vive, sente, ama, respira e expira, mas só tu a fazes realizar para além de ti.
Sem isso, essa forma de existir para além de ti, ainda que só para um pedaço de nada que a ti próprio apresentas, não pode existir.
Escreve, porque nada é mais belo que deixar soltar as palavras ao precipício, esse que de nós mesmos fugimos,
enfrentamos,
e rimos,
porque não parece o meu eu a dizer aquilo.
Mas no fim,
ao reler o ridículo,
me compreendi.
O quão ridículos somos,
fugindo de nós mesmos.
A vida vive, sente, ama, respira e expira, mas só tu a fazes realizar para além de ti.
Sem isso, essa forma de existir para além de ti, ainda que só para um pedaço de nada que a ti próprio apresentas, não pode existir.
Escreve, porque nada é mais belo que deixar soltar as palavras ao precipício, esse que de nós mesmos fugimos,
enfrentamos,
e rimos,
porque não parece o meu eu a dizer aquilo.
Mas no fim,
ao reler o ridículo,
me compreendi.
O quão ridículos somos,
fugindo de nós mesmos.