A escrita deixou de ser minha quando deixei de ditar a verdade pela minha própria mão, sempre com medo dos meus próprios segredos.
Hoje, não é diferente dos outros anos que me lembram que não esqueci o lembrar.
Em pessoa que não conheço já, apresenta-se na minha pessoa uma consciência sobrevalorizada e desproporcionada com a realidade circundante.
Tudo o resto é estranho, escorregadio e de cheiro a mofo, as acções são de misera consequência e de baixo peso sobre o futuro.
A escrita deixa de ser minha quando a realidade deixa de ser minha.
Parabéns
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